De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o número de pessoas com mais de 60 anos no Brasil deverá ser mais do que o dobro até 2050, que contará com quase 70 milhões de idosos. Com uma expectativa de vida de 75 anos, 20 a mais do que para quem nasceu há 50 anos, é essencial um olhar diferenciado para esta grande parcela da população.
Em comemoração ao Dia Nacional do Idoso, celebrado em 1º de outubro, o Centro de Convivência do Idoso (CCI) da Universidade Católica de Brasília (UCB) realizou, de 27 a 29 de setembro, a Semana do Idoso, que teve como tema “Tecnologia, saúde e envelhecimento”. O encontro faz parte das atividades extracurriculares do projeto, com o objetivo de proporcionar aos participantes em geral uma formação integral e humanitária, conscientizando os participantes dos seus direitos.
Os convidados, professores e profissionais de áreas diversas, abordaram a temática de forma multidisciplinar, aliando as informações pertinentes à possível rotina de pessoas da terceira idade. “O respeito, o comprometimento e a responsabilidade familiar com o idoso são questões que eles precisam ter conhecimento. Às vezes, ao vivenciar determinadas situações, eles não percebem os abusos sofridos, então nosso dever é alertá-los e orientá-los para que possam ter uma vida digna e respeitada”, pontuou a professora responsável pelo CCI, Zilda Pessoa.
A nutricionista Adriana Pederneiras, ex-coordenadora do curso de Nutrição da UCB, esteve de volta à Instituição executando um papel marcante durante o evento. Por meio de uma encenação teatral, ela mostrou aos idosos quais são os direitos deles e os meios que eles podem procurar ao passar por alguma violação de direitos ou violência doméstica. “Trouxemos, de uma forma bem lúdica, uma situação nesse sentido, o caso de uma senhora que sofre agressões na família e procura advogados para saber como ela pode se defender contra isso”.
Presente na encenação, a advogada Juliana Santana Machado alertou sobre a gratuidade no transporte público, o desconto em eventos artísticos e culturais, o benefício de prestação continuada, a aposentadoria e a denúncia em situações de violência e políticas públicas. A advogada enfatizou que, em casos de violência ou necessidade de informação sobre os direitos do idoso, é necessário procurar a delegacia mais próxima, tendo em vista a ausência de uma delegacia do idoso no DF. Há também o Conselho dos Direitos do Idoso, o Disque 100 da Presidência da República, o TJDF e o Disque 162 do GDF.
Estatuto do Idoso
De acordo com o Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03), pessoas com mais de 60 anos têm garantia de acesso à saúde; atendimento preferencial nos órgãos públicos e privados e preferência na formulação de políticas públicas. Ainda cabe ao Estado privilegiar recursos públicos para o idoso e garantir que ele não sofra nenhum tipo de negligência, discriminação ou violência.