Para promover a troca de conhecimento e o debate em torno da diversidade religiosa e seu papel na saúde, na educação e na sociedade, o Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade Católica de Brasília (UCB), junto ao Laboratório e Grupo de Pesquisa “Religião, Saúde Mental e Cultura” e o Grupo de Pesquisa “Geracionalidade, violência e imaginário – GEVIN”, realizou entre 8 e 13 de setembro, o III Seminário Internacional. O evento, que abordou “Sociedade, Cultura e Saúde Mental” e “Representações Sociais”, teve como temática central “(In)tolerância religiosa no mundo contemporâneo: repercussões sobre a saúde e relações humanas”.
De acordo com a professora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia e coordenadora do Laboratório de Pesquisa “Religião, Saúde Mental e Cultura”, Marta Helena de Freitas, a proposta nasceu da preocupação, tanto num nível micro, familiar, intrapessoal e local, como num nível regional, nacional e mundial. “Embora esse seminário seja promovido pelo programa de Psicologia ele traz um debate interdisciplinar. Esse é um tema que esteve sempre presente na humanidade e é necessário debater, porque atualmente tem alcançado um índice assustador em todos os continentes”.
Para o coordenador do Grupo de Pesquisa “Geracionalidade, violência e imaginário – GEVIN” e professor nos Programas de Pós-Graduação em Gerontologia e Psicologia da UCB, Vicente Faleiros, “a intolerância é uma relação de poder que exerce um conflito de dominação de uma visão sobre outra. Do ponto de vista da cidadania é um paradoxo, porque para ser religioso ou exprimir sua religião, é necessário o mesmo direito para todos. Esse paradoxo da intolerância só muda quando todos entenderem o fundamento dos direitos humanos da expressão geral do particular, e desse particular da generalidade da cidadania, onde todas as religiões, que não afetem os direitos humanos, têm a liberdade de se expressar”.
Responsável pela conferência “Condições e efeitos, individuais e coletivos, de um uso ideológico da religião”, a professora Denise Jodelet, da Escola de Ciências Sociais (EHESS) –França, foi uma das participações internacionais do evento. “É extremamente interessante descobrir uma realidade por meio do testemunho dos outros. Esse tipo de troca é muito importante, pois expomos diferentes pensamentos e refletimos sobre esse momento em que vivemos”.
Com programação diversificada e a presença de especialistas de destaque, no âmbito nacional e internacional, o Seminário contou com conferências, mesas-redondas, sessões coordenadas e trabalhos apresentados sob a forma de pôsteres, pesquisas sobre o tema da intolerância religiosa, assim como do respeito à diversidade e seus reflexos sobre a saúde e as relações humanas. Voltado para estudantes, profissionais, religiosos, pesquisadores, integrantes da comunidade, professores de Psicologia e áreas afins em saúde, educação e ciências sociais, o evento teve como objetivo compartilhar experiências e promover o amplo debate em torno do tema, de modo a oferecer subsídios acadêmico-científicos para a pesquisa e estimular a compreensão da diversidade religiosa em diferentes aspectos.
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