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Exposição une mito, ciência e criaturas fantásticas

Durante a Idade Média muitas lendas sobre monstros e criaturas aterrorizantes rondavam o imaginário da população. De camponeses até a alta corte, em tavernas ou em grandes castelos, histórias populares sobre serpentes de duas cabeças, águias que renasciam das cinzas, animais híbridos e gigantes eram responsáveis por criar um imaginário único, sendo eternizados em canções, jogos de computador e filmes de Hollywood. Mas será que de fato o mundo era repleto de cocatrices, basiliscos ou anfisbenas?

A exposição “Bestiarium: as bestas medievais e fantásticos animais”, estruturada pelo curso de Ciências Biológicas da Universidade Católica de Brasília (UCB), em parceria com o laboratório de Herpetologia da Universidade de Brasília (UnB) e com o Festival Medieval de Brasília, reuniu de 15 a 20 de maio, no Bloco M, exemplares, contos e espécimes sobre criaturas que viveram durante a Idade Média e durante o período pleistoceno no Brasil, resgatadas por meio das lendas e resgates científicos.

A Mostra compôs a 15ª Semana Nacional de Museus, temporada cultural promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em comemoração ao dia internacional de museus, celebrado no dia 18 de maio. O Projeto Museu Itinerante da História Natural (MIHN) contou com a participação de 24 alunos de Ciências Biológicas e foi coordenado pelas professoras do curso de Biologia, Morgana Maria Arcanjo Bruno e Helga Correa Wiederhecker.

Proposta para evidenciar quais animais de fato existiram ou foram inspiração para tais lendas fantásticas, a Mostra reuniu espécimes do laboratório de Zoologia da Universidade como a Amphisbena Alba, um tipo de cobra não peçonhenta da América do Sul, que possui hábitos cavadores e olhos pequenos. Por possuir uma forma anelar e um rabo cilíndrico, assemelham-na com uma cabeça de cobra, é comumente chamada de cobra de duas cabeças.

A professora Morgana explica a importância da exposição. “É necessário entender como essas histórias são construídas, pois precisamos da divulgação científica como precisamos da cultura popular. Nesse ambiente deixamos de lado a lenda e mostramos quem realmente são esses animais”.

Morgana conta ainda que a intenção dos alunos é, após a exposição, publicar o estudo científico sobre os animais, de maneira expandida, com lendas de diversas mitologias, como nórdica e grega, e compará-las com mais animais existentes no mundo de hoje.

As alunas do curso de Ciências Biológicas da Universidade, Thuany Amaral, do sétimo semestre, e Letícia Fernandes, do terceiro semestre participaram da organização da exposição e contam que foi necessária uma semana para preparação dos itens.

“Ficamos durante uma semana, das 13h às 19h, preparando os mínimos detalhes para a Mostra. Passamos por um processo de seleção e, após sermos aprovadas, pudemos entrar em contato com animais e lendas que não tínhamos conhecimento. É uma ótima experiência para explorar o desconhecido”.

Lendas brasileiras

A Mostra também reservou espaço para a cultura nacional e para o bioma do cerrado. A lenda da rasga-mortalha ou suindara é representada pela coruja de mesmo nome. Já o mapinguari, uma preguiça-gigante que de fato existiu durante o período paleolítico no Brasil, é transformado pelas gerações em um terrível monstro de presas gigantescas, que atacava quem desbravava florestas.

Além disso, a presença de animais que possuem a capacidade de brilhar no escuro, como os Desert Grassland Scorpions, um tipo de escorpião que utiliza a luz do luar para detectar a quantidade de luminosidade ideal para sair para caçar.

Para Morgana, a exibição também visa a quebra de barreiras sobre animais considerados extremamente perigosos e que o senso comum estabelece que devem ser mortos imediatamente. “Para respeitar é necessário conhecer. Eu acho que a informação e a divulgação científica são essenciais para que isso aconteça. Aqui fizemos de uma maneira lúdica, que mostra não só o universo medieval, mas também a cultura brasileira e a importância da preservação”.

 

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