A+
A-
Eclipse1

Clube de Astronomia da UCB promove evento no dia do Eclipse Lunar

A Terra se colocou entre o Sol e a Lua na última sexta-feira, 27, ocasionando o eclipse lunar mais longo do século XXI. A fase total do fenômeno começou às 16h30 (horário de Brasília) e teve duração de 1 hora e 42 minutos, já que a lua passou próxima ao centro da sombra terrestre. Durante essa fase, o satélite refletiu uma tonalidade avermelhada, que lhe conferiu popularmente o nome de Lua de Sangue.

Ainda que o aspecto mais chamativo do eclipse seja o espetáculo de sua cor, também é para a ciência conhecer melhor o estado da atmosfera terrestre e os astros, segundo o coordenador dos cursos de Física, Química e Matemática, da Universidade Católica de Brasília, professor Cleber Alves da Costa.

“Conseguimos fundos por meio da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAP/DF) para comprar telescópios para o Clube de Astronomia da Universidade Católica. Então, com esses aparelhos, pudemos montar um evento especial para estudantes e comunidade, para ver o eclipse lunar”, disse o professor Cleber.

“A observação dos astros é primordial para o entendimento do surgimento da vida humana. Com estudos recentes descobrimos água em Marte, por exemplo. O estudo dos astros é importante para conhecermos a nossa essência, a nossa origem”, destacou Cleber Alves.

O professor do curso de Física Edson Benício destacou a observação astronômica na UCB. “Durante o eclipse teremos uma explicação do fenômeno e vamos observar alguns planetas. Sobre o efeito avermelhado, o professor Benício explica que é por conta do efeito de refração da luz.

“A luz que a Lua vai refletir ao entrar na atmosfera da Terra sofre um desvio para as cores do vermelho e do alaranjado, então, quando a Lua está entrando no cone de sombra da Terra, ela fica com tons avermelhados, daí o nome Lua de Sangue”, explicou o professor Edson.

Em todo o mundo, o fenômeno completo durou 3 horas e 55 minutos se for levado em consideração o tempo de penumbra, ou seja, o momento em que a Lua passou pela área mais clara da sombra terrestre.

Para o ex-aluno do curso de Física da UCB e professor da Secretaria de Educação do Distrito Federal, professor Eduardo Henrique Brandão, a Lua de Sangue é um fenômeno importante para o estudo da física. “Ele é diferente dos outros por conta dos fatores que fazem a lua ficar avermelhada, de como a Terra e a Lua se interpõem em relação ao Sol, então, essa diferença traz um modo de olhar diferente para os astros”, disse Eduardo.

“Olhar para as estrelas é como olhar para nós mesmo, querendo compreender o que tem no infinito. O espaço é formado por pedaços da gente, cores da gente, elementos que têm dentro de todos nós têm lá, isso é que mexe e incomoda o ser humano, no sentido de busca, de conhecimento. Sobre essa perspectiva, eu consigo olhar para a luz das estrelas e saber que elementos têm lá, sem propriamente estar lá. Essa é uma das importâncias de se observar os astros, a busca incessante por nós mesmos, por conhecimento!”, ressaltou o professor Eduardo Brandão.

O próximo eclipse lunar visível em território brasileiro será somente em janeiro de 2019.

 

 

Notícias Recentes

Atletas de alto rendimento passam por testes na Católica 

Atletas de alto rendimento passam por testes na Católica 

UCB marca presença no primeiro CONGEPS

UCB marca presença no primeiro CONGEPS

Estudantes de matemática e Ciências realizam atividades práticas

Estudantes de matemática e Ciências realizam atividades práticas

UCB_-_SEGURANCA_DENTRO_DO_CAMPUS_TOPO_DE_EMAIL

Orientações sobre segurança dentro do campus da UCB

Please select listing to show.

Falando nisso...